Tratamentos para dores crônicas em crianças um dos temas do 3º Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor

As dores crônicas, normalmente relacionadas a adultos e idosos, afetam também as crianças, cuja qualidade de vida e estado emocional podem ser afetados por conta do incômodo. Cefaleias, doenças autoimunes, como o lúpus e síndromes dolorosas e fraturas de ossos, por exemplo, podem ocasionar dores crônicas na infância.

Pensando nesses pacientes, o uso da medicina intervencionista da dor na pediatria, seus benefícios e resultados serão discutidos durante o 3º Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (SOBRAMID), que acontece entre os dias 6 e 8 de agosto, no Hotel Vitória, em Campinas (SP). No dia 5, será realizado um workshop pré-congresso, no Singular – Centro de Controle da Dor, também em Campinas. Na ocasião, serão realizados procedimentos em pacientes que não podem arcar com os custos do tratamento.

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Uma das principais queixas entre crianças e adolescentes que sofrem de dores crônicas são as cefaleias. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de 2 milhões de pessoas entre 5 e 18 anos têm dor de cabeça pelo menos dez dias por mês. Assim como nos adultos, esses distúrbios interferem diretamente na qualidade de vida e nas atividades rotineiras das crianças, além de afetar seu lado psicológico. “Humor ansioso e depressivo pode aparecer diante de uma dor que não cessa”, explica a médica especialista em medicina da dor pediátrica, Mariana Junqueira, que estará presente no primeiro dia do evento para debater o tema.

A medicina intervencionista ainda é pouco aplicada na pediatria, pois quando a criança é muito pequena, é preciso realizar o procedimento com anestesia geral, o que assusta os pais. “Há estudos que mostram que, depois de analisado o caso, a realização de um procedimento minimamente invasivo para os casos de dores de cabeça, por exemplo, resulta em uma resposta mais rápida e eficaz no combate da dor e torna esta criança funcional de novo, ou seja, capaz de ir para escola, brincar e realizar suas tarefas rotineiras normalmente”, afirma a médica.

A medicina intervencionista não tem restrição de idade. O que vai limitar seu uso na pediatria é a avaliação da intensidade da dor e a indicação para anestesia geral. “Até os sete anos é muito difícil avaliar o nível da dor na criança, porque ela não sabe expressar bem o quanto dói. Essa questão, juntamente com a anestesia geral, e outros protocolos da medicina intervencionista devem ser debatidos durante o congresso para que se possa avaliar as possibilidades de sua aplicação na pediatria”, explica Mariana.

dr_charles_oliveira_dr_fabricio_dias_assis_tv_record_ago2015Dr. Fabrício Dias Assis, um dos fundadores e primeiro e atual presidente da SOBRAMID, entrevistado por Ana Paula Neves, estará na TV Record no Programa Hoje em Dia no dia 3 de agosto (segunda-feira). O programa Hoje em Dia começa às 10h. Não perca!

Medicina intervencionista
A medicina intervencionista da dor é uma especialidade recente que realiza procedimentos minimamente invasivos para o controle e diagnósticos de dores crônicas (as que duram mais de 90 dias). No mundo, são cerca de 700 profissionais certificados pelo Word Institute of Pain (WIP) e apenas 21 clínicas. No Brasil, são dez médicos com esta certificação atualmente. O Singular – Centro de Controle da Dor, fundado em 2009, em Campinas, foi a primeira clínica da América Latina a receber o selo. A clínica conta em seu corpo clínico com cinco desses especialistas e realiza procedimentos como radiofrequência, terapia por ondas de choque e bloqueios.

Entre os tratamentos mais procurados estão os que combatem as dores na coluna. Em pesquisa encomendada pelo Singular na cidade de Campinas, uma em cada quatro pessoas entrevistadas sente ou já sentiu dores nas costas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população mundial já teve, tem ou terá um episódio de dor na coluna durante a vida.

“Um dos temas mais debatidos durante todo o congresso será os tratamentos para coluna, os mais comuns entre os pacientes e os mais estudados atualmente por nós, médicos intervencionistas em dor”, afirma Dr. Fabrício Dias Assis, médico intervencionista em dor e presidente da Sobramid.

Novas técnicas e procedimentos para aliviar este problema serão apresentados no congresso que contará com médicos que são referências mundiais no assunto, como o Dr. Luiz Afonso Moreno, da Espanha, a americana Andrea Trescot, primeira mulher no mundo a conseguir o certificado do WIP e autora do best-seller sobre dor Pain-Wise e o Dr. Sudhir Diwan, dos Estados Unidos.

Sobre
O Congresso reúne anualmente médicos especialistas em dor em destaque no cenário mundial para uma troca de experiências que visa aperfeiçoar cada vez mais as formas de tratamento das dores crônicas. As edições anteriores do encontro aconteceram em Campinas, em 2013, e em São Paulo no ano passado.
Profissionais renomados, como o norte-americano Dr. Joseph Purita, pioneiro na cirurgia ortopédica e reconhecido, em 2012, como um dos principais médicos no mundo, conforme o US News and World Report, e o suíço Dr. Menno Sluijter, considerado o pai da radiofrequência pulsada, já marcaram presença no evento. Este ano, durante os trabalhos do Congresso, Dr. Fabrício Dias Assis, passará o bastão para seu sucessor na presidência da SOBRAMID.

Serviço:
3º Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor
De 6 a 8 de agosto, no Hotel Vitória, Campinas
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